quarta-feira, 17 de agosto de 2011

CRISE NA SAÚDE

Não é de hoje que a saúde pública no Brasil é tratada com descaso pelos políticos. Já vimos todo tipo de promessas, já tivemos o imposto da saúde (CPMF) 0,38 % dos valores sacados na conta corrente dos clientes para ser empregados na saúde, idéia do então ministro da Saúde Adib Jatene, criado pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, que por sinal foi uma boa idéia, se estes recursos fossem devidamente investidos na saúde pública, recursos estes que, somavam uma quantia bilionária de R$ 60 bilhões por ano e que servia para tudo, desvios de finalidade, corrupção, etc....Aqueles que criaram a CPMF, de quem tanto se serviram, fizeram de tudo para acabar com o imposto e por um descuido do governo Lula, festejaram a sua extinção, mesmo que fosse reduzido para 0,08%, cinco vezes menos do que o imposto do FHC,  como queria os governistas e o que vimos foi uma briga política em que os interesses pessoais e partidários ficaram na frente dos interesses da nação. Bem, falando da saúde pública, vou tocar num ponto importantissimo que é a questão dos médicos. A grande maioria deles, mesmo formados em Universidades Públicas, sem gastar um centavo se quer (Nos EUA, na Europa, Japão, China, a universidade pública é paga pelos estudantes, principalmente aqueles que possue condições financeiras, os que não possuem, pagam após a formatura em forma de trabalho e ou em pequenas parcelas até que liquidarem um valor estabelecido pelas leis locais) se forma e ai então, se acham no direito de atenderem como quiserem, uns não atendem a saúde pública, não atendem convênios, não frequentam hospitais, ficam em seus ricos consultórios atendendo somente a quem lhes interessam. Para quê Universidades Públicas se os médicos que lá se forma não retribuem o estado com uma parcela de contribuição, atendendo pelo menos 60 pacientes do SUS por mês, atendendo 120 pacientes de convênios por mês, dando pelo menos 10 horas por mês num hospital? Não seria justo que assim procedessem, de forma que uma lei os obrigassem a prestar estes serviços à sociedade? Hoje, alguns médicos de algumas especialidades, (neurologistas, cardiologistas, urologistas, dermatologistas e cirurgião) só atendem a particulares, praticando preços absurdos, tive informação de um dermatologista daqui de Brasília que cobra R$ 500,00 (quinhentos reais por uma consulta), um Neurologista que atendia a minha família (filhos) por meio de convênios, não atende mais, cobra R$ 300,00 por uma consulta particular, um Cirurgição de Cabeça e Pescoço, que atende por convênios, em casos de cirurgia, não a faz pelo convênio, no meu caso, cobrava uma fortuna por fora para realizar a cirurgia. É por esta e outras razões que a Saúde Pública no Brasil vai de mal a pior, falta de tudo, além de ética por parte dos médicos. A medicina hoje é antes de tudo um comércio, numa consulta os médicos solicita uma imensa lista de outros exames, tudo para movimentar uma indústria da saúde. Fala-se em hospitais públicos cheios, falta remédios na farmácias públicas, meteriais de cirurgias e outos procedimentos, tudo isto é verdade e o que mais falta é vergonha destes políticos em gerir, se bem que políticos não sabem gerir, sabem desviar, a gestão de qualquer órgão público deveria ser feita por um profissional, um administrador, uma equipe que pudesse por em prática o ciclo ou princípios da administração “PDCA” Planejar, Fazer, Conferir/Monitorar e Agir. Sabemos que políticos é avesso a coisa organizada, ele que que quanto pior melhor, fica mais fácil para meter a mão, político não sabe administrar, o que político sabe fazer mesmo (com rarissima exceção) é desviar recursos públicos.   

Finalmente, queira dizer aqui também que, não só os hospitais públicos andam cheios, na mais diversas clínicas, nos hospitais particulares para se conseguir marcar uma conculta é preciso esperar dias e mais dias, e quando se chega numa destas organizações, elas estão sempre cheias de pacientes.  

    


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